O que é Psicopatia?
Nós estamos acostumados a ouvir e muitas vezes até a usar esta palavra, mas será que sabemos mesmo o que ela realmente significa?
E a pergunta ainda mais importante é: será que e possível identificar um psicopata e se proteger dele através das suas características físicas e pelo seu jeito de se vestir e de se comportar?
Diante de tantos crimes absurdos, acontecendo cada vez com mais frequência no Brasil e no mundo, e tendo muitos destes crimes ligados a palavra “PSICOPATIA”, fica no ar uma pergunta que não quer calar: É possível reconhecer um psicopata? Quais os sinais de desequilíbrio mental que um Psicopata emite, permitindo assim que as pessoas possam se proteger, fugir, buscar ajuda? Mas a resposta a esta pergunta infelizmente é muito concreta pois uma das maiores características de um psicopata é ser extremamente inteligente e por isto, estão sempre atentos, falam exatamente o que as pessoas esperam ouvir e agem como as pessoas querem que elas ajam, são frias, mas com uma capacidade de fingir emoções fortes, são cruéis mas passam sensibilidade, e principalmente, sabem ganhar a confiança de quem esta por perto, mas na intimidade se divertem com o sofrimento alheio, e jamais sentem culpados ou arrependidos. Mas nem todos os psicopatas são encantadores, alguns usam a própria capacidade de manipulação de pessoas, como meio de sobrevivência social. Através do encanto superficial o psicopata acaba transformando as pessoas em “coisas”, deixando de ser vista como semelhante e passando a ser usada como ferramenta para alcançar os objetivos pessoais do psicopata.
São pessoas cujo tipo de conduta chama fortemente a atenção e que não se podem qualificar de loucos nem de débeis; elas estão num campo intermediário. São indivíduos que se separam do grosso da população em termos de comportamento, conduta moral e ética.
Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos, diagnosticada como uma doença encontrada mais nos homens do que nas mulheres. Normalmente são pessoas encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente. Para diagnosticar a psicopatia é feito o teste Psychopathy checklist-revised (PCL-R), desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert D. Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. O método inclui uma entrevista padronizada, levando-se em conta o seu histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais. O PCL-R revela três grandes grupos de características que muito importantes , mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de caráter (como sentimento de superioridade e megalomania), empatia e ausência de culpa e comportamentos impulsivos ou criminosos como prática e furtos e promiscuidade sexual.
No Brasil temos vários casos de crimes que chocaram a população, pela frieza e pela falta de sentimento de culpa, cometidos por psicopatas. Recentemente o caso do goleiro Bruno do Flamengo que foi acusado de sequestrar, encarcerar e jogar os pedaços aos cães do corpo de Eliza com o qual ele teve um caso. Episódios como esses nos mostram sinais de psicopatia porque o mesmo agiu sem nenhum. Mesmo com todas as evidências do crime, não é possível afirmar que ele seja um psicopata, muitas características precisam ser levadas em consideração para se chegar a este tipo de conclusão. A psicopatia não está associada a carreira de sucesso, aparência física saudável ou situação financeira.
A Psicopatia as vezes é associada ao protótipo do assassino em série, mas, nem todos os assassinos são psicopatas e nem todos os psicopatas chegam a ser assassinos, em muitos casos não são se quer violentos! Existem psicopatas que tem como foco a ganância, outros o sexo, o poder, e diante disto desenvolvem estratégias que eles seguem a risca para alcançar o que querem. Normalmente o ato de mentir constantemente e criar situações que não existem é o que denota em primeiro lugar um indivíduo com predisposição psicopata. Trata-se de um terreno difícil e cauteloso, que engloba pessoas que não se enquadram nas doenças mentais já bem conhecidas e com características bastante específicas, a despeito de se situarem à margem da normalidade psico-emocional ou, no mínimo, comportamental.
Os primeiros sinais de psicopatia começam a tornar-se mais evidentes a partir dos 15 anos de idade, mas em alguns casos ela pode ser percebida em crianças com menos idade. E por isto, como em todos os casos, quanto mais rápido for feito o diagnóstico da psicopatia, mais chances tem a pessoa de conseguir o controle dos seus impulsos e de seus desajustes de comportamento.
É comum que o psicopata priorize algumas fantasias sobre circunstâncias reais, desta forma podem adaptar a realidade a uma imaginação, a um personagem do momento. Algumas pessoas associam também a psicopatia com os traumas que esta pessoa pode ter adquirido ao longo da vida, acreditam que são pessoas que foram abandonadas, abusadas sexualmente, ou vítimas de qualquer tipo de agressão física, emocional ou psicológica, mas isto não tem nenhuma comprovação científica, pois tanto uma pessoa que tenha passado por qualquer um desses problemas como uma pessoa que aparentemente tenha sido criada, educada e preparada para levar uma vida normal, podem apresentar sintomas de psicopatia, que na verdade é uma doença.
Um conjunto de fatores podem fazer com que uma pessoa que já tenha uma predisposição a uma doença mental qualquer, diante de situações difíceis como: traumas, ausência de carinho, amor e o apoio da família com certeza podem agravar ou acelerar o desenvolvimento destas doenças.
É difícil o fato de uma pessoa com predisposição a esse tipo de doença admitir estar doente ou necessita de tratamento. O apoio e o amor da família ou de alguém em especial podem ser de grande valia na busca para uma solução do problema, pois vícios e depressão são comuns entre este grupo de pessoas.
A Psicopatia é uma doença que ainda esta sendo estudada, e por isto é tão difícil compreendê-la e diagnosticá-la, mas vale a pena lembrar que é possível perceber sinais desta doença e diante disto, jamais ignorar a possibilidade de estar diante de alguém que não é o que parece ser.
Leia o artigo: Psiquiatra forense critica a banalização da expressão “psicopata”
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