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Cultura


Olodum em Atlanta

Na ocasião do evento Brazil Fest 2010 realizado no mês de Julho, tive a oportunidade de entrevistar alguns componentes da banda brasileira Olodum, considerada como a maior banda percussiva do Planeta, e para saber um pouco mais sobre o grupo, sua existência e sua visão, o vocalista Mateus Vidal nos concedeu essa entrevista,
veja a seguir a síntese do nosso bate papo.

Viver – Mateus Vidal, conte pra gente um pouco sobre o Olodum e como surgiu esse grupo?
Mateus Vidal – O Olodum é um bloco afro que criou o ritmo chamado samba-reggae, fusão de ritmos com percussão em evidência  com tambores. O Olodum surgiu em 1979 na Bahia, no bairro Maciel – Pelourinho, considerado como um bairro marginalizado na cidade de Salvador.
Foi criado com a intenção inicialmente de divertir a comunidade nos carnavais da cidade, proporcionando aos foliões uma maneira de participarem  do carnaval,  em um bloco e de forma organizada.

Viver – Além de proporcionar a música e a animação, qual a visão do Olodum e o que já tem sido realizado?
Mateus Vidal – Com o passar do tempo, houve a necessidade de se fazer algo mais além da idéia inicial da música e da animação nos carnavais, e em 1983 o Olodum criou o projeto “Rufar dos Tambores”, que virou um projeto social  “Escola Criativa do Olodum”, onde participam mais de 300 crianças, projeto este de integração das crianças através da música e da Cidadania, ou seja o Olodum visa não somente a música mas também o aspecto social com reforço escolar, língua, dança, música, percussão.

Viver – Quais foram os músicos de renome que já tocaram ou gravaram
com o Olodum ?
Mateus Vidal – Nestes 30 anos, o Olodum teve a oportunidade de fazer participações especiais e de gravar com artistas ícones da musica nacional e estrangeira como Ziggy Marley,  Jimmy Cliff, Paul Simon, com o qual fizemos um show em 1989 no Central Park em Nova Yorque para 750 mil pessoas, mas o momento marcante do Olodum foi a ida do pop star Michael Jackson ao Brasil em 1996 para a filmagem de um clipe da música “They don’t care about us”, realizado em Salvador (em Pelourinho) e no Rio de Janeiro na Favela Santa Marta.

Viver – Qual a mensagem que o Olodum procura transmitir através de suas musicas?
Mateus Vidal – O Olodum, sendo uma banda Afro, procuramos falar dos anseios e das dificuldades do povo negro de Salvador onde 82% da população da Bahia são Afro descendentes e o Brasil é um País que tem uma grande desigualdade social e então  estamos sempre lutando pela busca da liberdade e da igualdade entre as pessoas.Nos identificamos muito com a visão de Martin Luther King e de Nelson Mandela, onde procuramos levantar a bandeira e levar a nossa música mundial e alegre a todos, falando sempre do amor com o nosso ritmos de samba reggae.

Viver – Quantas pessoas participam da banda Olodum e quais os países que
vocês já tocaram ?
Mateus Vidal – Nessa turnê aqui em Atlanta viemos com a banda reduzida com 16 pessoas, incluindo metais, vocalistas, e percussão, mas geralmente a nossa composição são de 23 pessoas. O Olodum já se apresentou em mais de 35 Países, entre eles Cuba, Guiana Francesa, EUA, Israel, sendo a primeira banda brasileira a se apresentar em Israel e também e em diversos Países da Europa. Estamos muito contentes em estar novamente nos EUA e ter participado do Black Arts Festival, gostamos muito do show realizado e da presença do público.

Viver – Vocês tem alguma previsão para
a volta de vocês aos EUA ?
Mateus Vidal – Vamos voltar no mês de Setembro de 2010, onde estaremos em uma turnê para o lançamento do nosso mais novo DVD e estaremos indo para Nova Yorque, New Jersey, San Diego e outras cidades.

Viver – Para finalizar, fale um pouco mais sobre o lançamento do mais novo DVD do Olodum.
Mateus Vidal – Em comemoração de 30 anos de existência do Olodum, estamos lançando agora no mês de Setembro o nosso  2º DVD, onde mostra a mais nova composição do Olodum. Estaremos lançando aqui nos EUA e em algumas cidades do Brasil. O DVD por nome de “Povo das Estrelas” foi gravado ao vivo no Pelourinho, na nossa casa em Salvador no mês de Janeiro deste ano, durante o Festival de música e arte do Olodum, o FEMADUM. Espero que vocês gostem
e prestigiem.

Viver – Muito Obrigado por esta entrevista exclusiva à Revista Viver Magazine, estaremos esperando pelo Olodum no mês de setembro e com certeza iremos prestigiá-los com  as palmas e a com a participação que o Olodum merece.

Mateus Vidal – Obrigado a você Arnaldo Molina e também a Viver Magazine pelo apoio e carinho com o Olodum.

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Saúde


O que é Psicopatia?

Nós estamos acostumados a ouvir e muitas vezes até a usar esta palavra, mas será que sabemos mesmo o que ela realmente significa?
E a pergunta ainda mais importante é: será que e possível identificar um psicopata e se proteger dele através das suas características físicas e pelo seu jeito de se vestir e de se comportar?

Diante de tantos crimes absurdos,  acontecendo cada vez com mais frequência no Brasil e no mundo, e tendo muitos destes crimes ligados a palavra “PSICOPATIA”,  fica no ar uma pergunta que não quer calar: É possível reconhecer um psicopata? Quais os sinais de desequilíbrio mental que um Psicopata emite, permitindo assim que as pessoas possam se proteger, fugir, buscar ajuda? Mas a resposta a esta pergunta infelizmente é muito concreta pois uma das maiores características de um psicopata é ser extremamente inteligente e por isto, estão sempre atentos, falam exatamente o que as pessoas esperam ouvir e agem como as pessoas querem que elas ajam, são frias, mas com uma capacidade de fingir emoções fortes, são cruéis mas passam sensibilidade, e principalmente, sabem ganhar a confiança de quem esta por perto, mas na intimidade se divertem com o sofrimento alheio, e jamais sentem culpados ou arrependidos. Mas nem todos os psicopatas são encantadores, alguns usam a própria capacidade de manipulação de pessoas, como meio de sobrevivência social. Através do encanto superficial o psicopata acaba transformando as pessoas em “coisas”, deixando de ser vista como semelhante e passando a ser usada como ferramenta para alcançar os objetivos pessoais do psicopata.

São pessoas cujo tipo de conduta chama fortemente a atenção e que não se podem qualificar de loucos nem de débeis; elas estão num campo intermediário. São indivíduos que se separam do grosso da população em termos de comportamento, conduta moral e ética.

Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos, diagnosticada como uma doença encontrada mais nos homens do que nas mulheres. Normalmente são pessoas encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente. Para diagnosticar a psicopatia é feito o teste Psychopathy checklist-revised (PCL-R), desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert D. Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. O método inclui uma entrevista padronizada, levando-se em conta o seu histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais. O PCL-R revela três grandes grupos de características que muito importantes , mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de caráter (como sentimento de superioridade e megalomania), empatia e ausência de culpa e comportamentos impulsivos ou criminosos  como prática e furtos e promiscuidade sexual.

No Brasil temos vários casos de crimes que chocaram a população, pela frieza e pela falta de sentimento de culpa, cometidos por psicopatas. Recentemente o caso do goleiro Bruno do Flamengo que foi acusado de sequestrar, encarcerar e jogar os pedaços aos cães do corpo de Eliza com o qual ele teve um caso. Episódios como esses nos mostram sinais de psicopatia porque o mesmo agiu sem nenhum. Mesmo com todas as evidências do crime, não é possível afirmar que ele seja um psicopata, muitas características precisam ser levadas em consideração para se chegar a este tipo de conclusão. A psicopatia não está associada a carreira de sucesso, aparência física saudável ou situação financeira.

A Psicopatia as vezes é  associada ao protótipo do assassino em série, mas, nem todos os assassinos são psicopatas e nem todos os psicopatas chegam a ser assassinos, em muitos casos não são se quer violentos! Existem psicopatas que tem como foco a ganância, outros o sexo, o poder, e diante disto desenvolvem estratégias que eles seguem a risca para alcançar o que querem. Normalmente o ato de mentir constantemente e criar situações que não existem é o que denota em primeiro lugar um indivíduo com predisposição psicopata. Trata-se de um terreno difícil e cauteloso,  que engloba pessoas que não se enquadram nas doenças mentais já bem conhecidas e com características bastante específicas, a despeito de se situarem à margem da normalidade psico-emocional ou, no mínimo, comportamental.
Os primeiros sinais de psicopatia começam a tornar-se mais evidentes a partir dos 15 anos de idade, mas em alguns casos ela pode ser percebida em crianças com menos idade. E por isto, como em todos os casos, quanto mais rápido for feito o diagnóstico da psicopatia, mais chances tem a pessoa de conseguir o controle dos seus impulsos e de seus desajustes de comportamento.

É comum que o psicopata priorize algumas fantasias sobre circunstâncias reais, desta forma podem adaptar a realidade a uma imaginação, a um personagem do momento. Algumas pessoas associam também a psicopatia com os traumas que esta pessoa pode ter adquirido ao longo da vida, acreditam que são pessoas que foram abandonadas, abusadas sexualmente, ou vítimas de qualquer tipo de agressão física, emocional ou psicológica, mas isto não tem  nenhuma comprovação científica, pois tanto uma pessoa que tenha passado por qualquer um desses problemas como uma pessoa que aparentemente tenha sido criada, educada e preparada para levar uma vida normal, podem apresentar sintomas de psicopatia, que na verdade é uma doença.
Um conjunto de fatores podem fazer com que uma pessoa que já tenha uma predisposição a uma doença mental qualquer, diante de situações difíceis como: traumas, ausência de carinho, amor e o apoio da família com certeza podem agravar ou acelerar o desenvolvimento  destas doenças.
É difícil o fato de uma pessoa com predisposição a esse tipo de doença admitir estar doente ou necessita de tratamento. O apoio e o amor da família ou de alguém em especial podem ser de grande valia na busca para uma solução do problema, pois vícios e depressão são comuns entre este grupo de pessoas.
A Psicopatia é uma doença que ainda esta sendo estudada, e por isto é tão difícil compreendê-la e diagnosticá-la, mas vale a pena lembrar que é possível perceber sinais desta doença e diante disto, jamais ignorar a possibilidade de estar diante de alguém que não é o que parece ser.

Leia o artigo: Psiquiatra forense critica a banalização da expressão “psicopata”
www.abpbrasil.org.br

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