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Bebeto Vieira

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Uma história emocionante de superação!
De volta aos palcos depois de 10 anos de luto,
Bebeto nos conta detalhes sobre tudo o que
aconteceu durante esse processo de superação e
cura. Ele fala também sobre seus planos para o
futuro com a música. Tem muitas novidades
vindo por aí e você não pode perder!

Entrevista da Viver com o cantor Bebeto Vieira

Viver: Quando você começou sua
carreira na música? Conte um pouco
da sua história.

Bebeto: Sempre tive referências
na família com a música, meu avô é
músico, então desde os 6 anos de
idade eu já cantava. Como muitas
pessoas, eu também comecei a tocar
e cantar na igreja, cresci na música
e com 15 anos comecei a tocar
profissionalmente em eventos de
amigos. Em 2008, com 16 anos vim
para os EUA realizar o sonho de fazer
High School aqui e fiquei estudando
por 1 ano, depois voltei para o Brasil,
e em 2010 retornei novamente para
os EUA para estudar inglês. Mas em
todo esse tempo, a música sempre fez
parte da minha vida.

V: Você fez parte de uma dupla
sertaneja, que se chamava Bony Jr e
Bebeto por quase 1 ano. Como surgiu
a ideia de formar a dupla?

B: Em 2011 eu voltei para o
Brasil e comecei a investir mais
profissionalmente em minha carreira,
foi aí que decidi gravar meu primeiro
álbum em um estúdio profissional.
Nesse estúdio, acabei reencontrando
um velho amigo, o Bony, que também
estava gravando seu primeiro álbum e em meio a algumas conversas, o rapaz
do estúdio falou “ei, porque vocês dois
não formam uma dupla sertaneja?”. No
começo achamos que não ia dar certo,
afinal, nós dois fazíamos primeira voz,
mas ele sugeriu que gravássemos uma
música, cada um cantando uma parte.
A música ficou muito boa e então,
montamos a dupla Bony Jr e Bebeto,
que fez muito sucesso no primeiro
ano de trabalho.

V: Como foi esse período para vocês?
A dupla deu certo?

B: Nossa dupla foi um sucesso! Logo
no começo, fomos gravar nossa
primeira música no estúdio, e tem um
fato bem curioso que aconteceu. Na
hora que a gente estava no estúdio
gravando nossa primeira música,
entrou no estúdio o Cristiano Araújo,
Israel Novaes e a dupla Zé Ricardo e
Thiago, e eles piraram na música que
a gente estava gravando. Pediram
para participar da gravação da música,
e nós gravamos a música com o Zé
Ricardo e Thiago, e foi sucesso! Dali
para frente as portas se abriram muito
rápido. Fizemos muito sucesso em
Goiana, participamos de aberturas de
shows do Zé Ricardo e Thiago, fizemos
shows em vários bares famosos em
Goiana, inclusive no Bar Azteca do pai
de Cristiano Araújo, fizemos shows em
eventos para empresas como a Toyota,
e tocamos em vários bares e boates
como Villa Mix e outros. Em menos
de 1 ano fizemos muito sucesso, até
que uma tragédia aconteceu e nosso
sonho foi interrompido.

V: A história de vocês foi bem intensa,
e o término da dupla foi marcado
por essa tragédia. Pode nos falar um
pouco sobre isso?

B: Na sexta-feira dia 26 de 2012, o Bony
me ligou chorando de alegria, falando
que um dos cantores sertanejos
mais reconhecido no Brasil, e dois
empresários do ramo sertanejo que
faziam parte de um dos escritórios
mais fortes do Brasil nessa área do
sertanejo, queriam almoçar com a
gente na segunda-feira para assinar
um contrato de trabalho. Eles queriam
gerenciar nossa carreira artística, ser
nossos empresários. Foi um dos dias
mais felizes das nossas vidas! Isso é
o grande sonho de qualquer artista,
e em menos de 1 ano de dupla, ele
estava prestes a se realizar.
Quando o Bony me ligou para dar essa
notícia, eu estava em Goiânia e ele
estava em Goiatuba com a família dele,
foi festa dupla! Ele lá com a família dele
e eu em Goiana com minha família e
meus amigos.
Mas no domingo, às 3 horas da manhã,
começaram a chegar mensagens de
apoio e solidariedade no meu celular.
E o irmão do Bony me ligou para
confirmar que havia acontecido uma
tragédia, o Bony tinha falecido. Até
então eu não estava acreditando, só
acreditei quando o vi no velório.. Daí
em diante todos os lugares que eu ia
todos tocavam no assunto, e eu queria
esquecer para não sofrer mais. Um
ano depois voltei para o EUA decidido
a não trabalhar mais com musica.
Mesmo com muitas propostas de
continuar seguindo com a música, eu
realmente não quis mais.
Vim para os Estados Unidos e comecei
a trabalhar na construção civil. Em
2016 abri a minha própria empresa,
com a qual trabalho ainda hoje.

V: Como foi para você precisar parar
com a sua carreira de músico?

B: Foi um tempo de muita tristeza,
frustração e depressão. Tinha o
trabalho que ocupava a mente, mas
sempre que ouvia música, ficava muito
mal. Sempre lembrava de tudo o que
aconteceu e também do amor pela
musica sertaneja.

V: Durante esse tempo parado você
conheceu a sua esposa, fale um pouco
sobre essa nova fase da sua vida.

B: Conheci a minha esposa aqui nos
EUA, Juliany Leite com quem tenho um
filho de 2 anos e 5 meses, por influencia
dela, comecei a ouvir outros ritmos de
músicas, como forró e piseiro, e como
o ritmo era mais animado, não traziatantas lembranças ruins. Foi ai que
comecei a sentir que o luto estava
chegando ao fim, isso foi em 2016).
E agora no final de 2021 pude sentir
renascer a vontade de voltar aos
palcos.

V: Nesses 10 anos fora dos palcos e do
Brasil, do que você sentiu mais falta?

B: De viver meu sonho sem tristeza,
independente do lugar, o mais
importante é estar fazendo aquilo que
amamos fazer.
Tentei esquecer a música, mas sempre
que ouvia ou via os amigos nos palcos,
algo queimava no meu coração. Eu
sabia que ainda estava dentro de
mim esse sonho, mas eu lutava para
continuar fugindo dele.

V: Como está sendo essa retomada
com a música e a volta aos palcos?

B: Estou voltando com uma nova
roupagem, com hits mais animados,
influenciado pela cultura da minha
esposa. Para uma pessoa que ama
tocar, não tem coisa melhor. É algo que
me completa, me sinto feliz e fazendo
o que gosto. Sem nenhum receio do
passado. Me sinto curado e o passado
ficou para trás. Estou empenhado em
fazer dar certo daqui para frente.

V: Como a sua família encara essa sua
volta aos palcos?

B: Minha família me dá apoio total,
porque sabem que isso é algo que
queima dentro do meu coração. Me
apoiando e torcendo para que tudo
dê certo. Tanto a minha família como
todos os nossos amigos estão felizes e
me dando muito apoio nesse momento
super especial da minha vida.

V: Como está sendo a repercussão das
suas novas músicas de trabalho?

B: Estão sendo bem aceitas, vejo
a galera se divertindo, fazendo
vídeos e me enviando mensagens
de apoio nas plataformas digitais,
bem empolgados com tudo o que
está acontecendo. Inclusive já estou
montando repertórios para voltar aos
palcos de vez, com musicas alegres e
que farão a alegria das pessoas, afinal
é isso que eu quero, levar alegria para
as pessoas.

V: Qual a sua expectativa para o seu
futuro artístico?

B: Minha expectativa é que as músicas
tenham aceitação do público, que eu
consiga realizar tudo o que está em
meu coração e com a benção de Deus,
ter a oportunidade de fazer boas
parcerias com artistas e empresários
que possam me ajudar a abrir esses
caminhos que eu quero conquistar.

V: Uma mensagem final para nossos
leitores:

B: Nunca desista dos seus sonhos.
Mesmo que algo tente te jogar para
baixo, respire fundo, respeite o seu
tempo de cura, retome as suas forças,
levante-se e vá em frente.