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“Na luta Contra o Câncer de Mama”

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A luta contra o câncer de mama, listado como o mais comum entre as mulheres, ganha destaque no mês de outubro em todo o mundo.  A mobilização teve início nos EUA há mais de 30 anos.

Era outubro de 1983 quando uma corrida de cinco quilômetros pelas ruas de Dallas (EUA) atraiu 800 pessoas para arrecadar fundos e chamar atenção para o câncer de mama. A promessa de levar mais mulheres a conhecer e combater a doença foi de Nancy Brinker, que havia visto, três anos antes, a irmã Susan morrer aos 36 anos. Desde então, a Fundação “Susan G. Komen For the Cure” tem inspirado a mobilização em diversos países. Acessórios e laços cor de rosa viraram símbolo da campanha pelo mundo.

A Viver Magazine, juntamente com as Coisas do Brasil, também abraçaram esta causa. Com o intuito de arrecadar fundos para o tratamento em pacientes com câncer de mama, que não tem recursos financeiros ou plano de saúde. Estaremos realizando um dia especial para as famílias brasileiras, com churrasco, pula-pula e música, no estacionamento das Coisas do Brasil de Marietta GA. Participe com a gente e seja mais um soldado na luta contra esta doença que mata milhares de pessoas todos os anos.

Um laço, uma propaganda, uma conversa entre amigas, uma doação (de  $1 a $5) que pode parecer insignificante, mas saiba que isso têm o poder de salvar vidas. Por isto, convidamos você a participar conosco da nossa festa. E já no clima do Outubro Rosa, vamos aproveitar para tirar algumas dúvidas sobre o Câncer de Mama.

1 – O que causa o câncer de mama?

Na maioria dos casos de câncer de mama, não há uma causa específica. Há alguns fatores que estão associados ao aumento do risco de desenvolver a doença. A própria idade é um deles, pois a chance aumenta na medida em que se envelhece. Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (não ter filhos), primeiro filho em idade avançada, não amamentação e uso de terapia de reposição hormonal são fatores associados ao risco. Consumo excessivo de álcool, obesidade na pós-menopausa e sedentarismo também. Os fatores hereditários são responsáveis por menos de 10% dos cânceres de mama. O risco é maior quando os parentes acometidos são de primeiro grau (pai, mãe, irmãos, filhos).

2 – Atinge homens em que proporção?

O câncer de mama em homens é raro. Estima-se que, do total de casos da doença, apenas 0,8% a 1% ocorram em pessoas do sexo masculino.

3 – Existe algum sintoma além de caroço no seio?

A forma mais habitual é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor. Outros sinais e sintomas menos frequentes são edemas semelhantes à casca de laranja, irritação ou irregularidades na pele, dor, inversão ou descamação no mamilo e descarga papilar (saída de secreção pelo mamilo). Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

4 – É sempre possível notar a doença por meio do toque nos seios?

Não, a patologia tem uma fase em que as lesões são do tipo não-palpáveis. Por isso, é importante a realização de exames de imagem na faixa etária de maior risco.

5 – Segundo o Inca, o autoexame não é estimulado como medida de detecção. Por quê?

Considerando as evidências atualmente disponíveis, não se pode recomendar ou fomentar o ensino do autoexame como método de rastreamento. Também não foi evidenciada diminuição da mortalidade por câncer de mama com o uso do autoexame. Entretanto, o Inca destaca a importância de que a mulher esteja atenta ao seu corpo e à saúde das mamas. A recomendação é que, diante da observação de qualquer alteração ou mudança nas mamas, busque imediatamente a avaliação de um médico.

6 – Prótese de silicone nos seios pode levar à doença?

Não há evidência científica de que exista associação entre implantes mamários de silicone e o risco de desenvolvimento de câncer de mama.

7 – Como é o tratamento de

câncer de mama?

O tratamento é multidisciplinar, ou seja, deve incluir a opinião de vários especialistas médicos, como o mastologista, o radiologista, o oncologista clínico, o radioterapeuta, assim como enfermeira especializada, psicóloga, fisioterapeuta e assistente social. Habitualmente, o tratamento pede cirurgia e é complementado pela radioterapia e quimioterapia/hormonioterapia.

8 – Quais são as chances de cura de câncer de mama?

Quando diagnosticado precocemente, há até 95% de chance de cura. Por isso, é importante que toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos.

9 – Qual é a importância da amamentação?

Amamentar diminui entre 10% e 20% os riscos de a mãe ter a doença. Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário por dentro. Assim, se houver células agredidas, são eliminadas e renovadas. Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, entre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético. Outro benefício é que as taxas do hormônio feminino estrogênio caem durante o período de aleitamento.

10 – Pílula anticoncepcional aumenta o risco da doença?

Existem estudos que demonstram fraca relação de causalidade entre pílula anticoncepcional e risco da doença, enquanto outros demonstram alguma relação.

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