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NAAMÃ e Os 7 Mergulhos Espirituais

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A história de Naamã retrata a história de muita gente. Esse bem-sucedido general desfrutava de fama, prestígio e respeito, mas, apesar de ser um “herói da guerra”, era leproso! Assim como Naamã, uma multidão de pessoas tem travado grandes batalhas pessoais, ministeriais e profissionais, mas infelizmente tem perdido as batalhas internas.
Na Bíblia, a lepra é sinal de maldição, de vergonha, de fracasso, de pecado. É horrível termos uma grande fama de heróis, mas ao nos olharmos no espelho, vermos as feridas não curadas, os pecados não tratados, as maldições não canceladas. A lepra em nossas vidas impede que desfrutemos da plenitude do que Deus tem para nós. Não podemos viver com fama de “heróis” e sermos um fracasso dentro de nossas casas.
Precisamos de um coração sarado que nos possibilite sustentar uma vida plena de gozo e frutos no Espírito Santo.
Os Sete Mergulhos no Espírito – 2Re 5.10
Após empreender uma viagem em busca de cura, Naamã é orientado pelo profeta
que dê sete mergulhos no rio Jordão. Esses sete mergulhos representam “sete batismos” que devemos experimentar em nossas vidas a fim de que sejamos limpos de toda
lepra espiritual que limita o mover de Deus em nós:
Queremos associar esses sete mergulhos (imersões) a sete obras que o Espírito Santo realiza na vida de todos aqueles que mergulham nEle. Não significa que cada obra é
realizada separada e distintamente, mas serve apenas para um objetivo didático:

1°. Batismo de arrependimento
“Eu vos batizo com água, para arrependimento…” (Mateus 3:11a).
“Apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Marcos 1:4).
“Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que
cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus” (Atos 19:4).

Apesar do batismo que João realizava não ser considerado como um batismo cristão, não podemos negar o fato
de que esse batismo estava associado
a uma chamada nacional ao arrependimento (Mateus 3.1-10). A Bíblia nos diz
que as multidões vinham até João para
serem batizadas e confessavam seus
pecados (Marcos 1.5).
A primeira obra do Espírito na vida
de um ser humano, diz respeito ao convencimento” da nossa condição como
pecadores condenados ao inferno:
“Quando ele vier, convencerá o
mundo do pecado, da justiça e do juízo:
do pecado, porque não crêem em mim;
da justiça, porque vou para o Pai, e
não me vereis mais; do juízo, porque o
príncipe deste mundo já está julgado”
(João 16.8-11).
O arrependimento é a percepção
do nosso pecado à luz da santidade de
Deus e gera uma profunda dor por tê-lo
ofendido. Quando o pecador, rebelde
e alheio a Deus (Efésios 2.1-3), encontra-se com a justiça e a verdade divina,
o resultado é o que chamamos de arrependimento.
Quando experimentamos um verdadeiro arrependimento, passamos a ver o pecado como Deus vê, a chamá-lo como Deus chama e a abominá-lo como Deus abomina-o!
O arrependimento é um ato da graça de Deus que faz o homem, orgulhoso e rebelde, reconhecer humildemente que falhou, errou o alvo, que é impotente e precisa desesperadamente de uma mão que o tire do fundo do poço da escravidão do pecado em que se encontra.
Sem arrependimento não há quebrantamento verdadeiro. Sem quebrantamento não há perdão. Somente o Espírito Santo pode gerar um genuíno arrependimento.
Não podemos ingressar na vida cristã sem essa experiência tão essencial,
senão teremos apenas trocado de religião. Quando somos imersos na experiência do arrependimento, o Espírito
Santo nos faz olhar para nós mesmos e para Deus com outros olhos e dizer:
“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a
multidão das tuas misericórdias, apaga
as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifi ca-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu
pecado está sempre diante de mim.
Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz
o que é mal perante os teus olhos, de
maneira que serás tido por justo no teu
falar e puro no teu julgar. Eu nasci na
iniqüidade, e em pecado me concebeu
minha mãe. Eis que te comprazes na
verdade no íntimo e no recôndito me
fazes conhecer a sabedoria. Purifi ca-me
com hissopo, e fi carei limpo; lava-me, e
fi carei mais alvo que a neve. Faze-me
ouvir júbilo e alegria, para que exultem
os ossos que esmagaste. Esconde o
rosto dos meus pecados e apaga todas
as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó
Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não
me repulses da tua presença, nem me
retires o teu Santo Espírito. Restitui-me
a alegria da tua salvação e sustenta-me
com um espírito voluntário” (Salmo 51).

2°. Batismo de regeneração
A regeneração se dá quando temos
os nossos pecados perdoados através
do sacrifício de Jesus. Então o Espírito Santo começa uma obra de purifi –
cação interior, limpando-nos de toda
infl uência do velho homem e da velha
natureza.
“Não por obras de justiça praticadas
por nós, mas segundo sua misericórdia,
ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”
(Tito 3:5)
Nesse “mergulho” recebemos uma
nova natureza que é plantada em nosso espírito como um novo princípio de
vida:
“Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual
vive e é permanente” (1 Pedro 1:23).
Paulo descreve essa experiência
como uma “troca de vestes”:
“Não mintais uns aos outros, uma
vez que vos despistes do velho homem
com os seus feitos e vos revestistes do
novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem
daquele que o criou” (Colossenses
3.9,10).
O batismo cristão, que se dá por imersão, dramatiza essa experiência que
ocorre no mundo espiritual:
“Ou, porventura, ignorais que todos
nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte
pelo batismo; para que, como Cristo
foi ressuscitado dentre os mortos pela
glória do Pai, assim também andemos
nós em novidade de vida. Porque, se
fomos unidos com ele na semelhança
da sua morte, certamente, o seremos
também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucifi cado
com ele o nosso velho homem, para
que o corpo do pecado seja destruído,
e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos
com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;
nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6.3-14).
Essa experiência marca uma mudança tão radical em nossas vidas que é descrita como sair da morte e entrar na vida, vida essa que é caracterizada pela manifestação da natureza de Cristo em nós.
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fi zeram novas” (2 Coríntios 5:17).
Nesta “imersão” o Espírito vem com seu “fogo refi nador”, tirando as escórias de nossas vidas e infundindo o caráter de Cristo: Malaquias 3.3; 2Co 3.18.
O caráter de Cristo se manifesta na vida do salvo, trazendo novas inclinações e desejos. É o Fruto do Espírito:

Gl 5.22,23.
Podemos dizer que, simbolicamente falando, devemos nos “batizar” diariamente nesse aspecto, uma vez que a obra de regeneração não é uma obra instantânea mas gradual e o seu efeito vem com um processo que dura a vida toda. O grupo religioso a que João batista pertencia naqueles dias, os essênios, praticava o banho ritual (batismo) várias vezes ao dia.
Em João 13.10 Jesus afi rma que existe
um nível de purifi cação a que devemos constantemente passar ainda que já tenhamos nos “banhado” (batizado).
“Declarou-lhe Jesus: Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos”.

3°. Batismo de poder
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confi ns da terra” (Atos 1:8).
“Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).
O batismo de poder é uma das obras mais extraordinárias do Espírito Santo, pois nos capacita a vivermos a nova vida e testemunharmos o Evangelho ao mundo de forma efi caz.
Esse mergulho na unção do Espírito nos habilita a sermos enviados no mesmo caráter que Jesus o foi.
Os desafi os que a igreja enfrenta só podem ser superados mediante o poder do Espírito Santo. Os dons do Espírito são dados à igreja para nos equipar para desempenharmos a missão de buscar e salvar o perdido: Marcos 16.17ss.

4°. Batismo de revelação
“Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele” (Efésios 1:17). 2Co 3.13-18; 1Co 2.6-14
A imersão na revelação do Espírito é a percepção que Deus nos dá de compreendermos a Palavra de forma profunda e transformadora. Podemos ler a Bíblia de forma religiosa – isso apenas nos trará certo conhecimento intelectual, mas o conhecimento que transforma é o conhecimento revelado pelo Espírito de Deus ao nosso espírito.
“Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido. Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado” (2Co 3.14-16).
Paulo era um exímio conhecedor da Lei, mas não tinha a revelação das Escrituras. Quando seus olhos foram iluminados, ninguém passou a entender tanto a essência do cristianismo como esse homem!
Nicodemos, apesar de ser mestre na Lei, não sabia o que era nascer de novo porque não tinha sido imerso no rio da revelação, até que Jesus o mostrou.
Os discípulos a caminho de Emaús tinham seus olhos impedidos de ver a revelação acerca de Jesus.
Quando somos batizados na revelação a Palavra de Deus passa a ser a Palavra de Deus revelada em nós!!

Só podemos receber os benefícios da Palavra na perspectiva da revelação:
Podemos repetir inúmeras vezes que Jesus levou sobre si as nossas enfermidades, mas essa verdade só trará efeito efetivo sobre as nossas vidas quando é revelada em nosso espírito.
O mero conhecimento apenas informa, mas a verdade revelada trás verdadeira transformação.

5°. Batismo de unidade
“Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (1 Coríntios 12:13).
Esse versículo foi escrito num contexto de extrema segregação e divisão na sociedade. Somente uma ação sobrenatural é capaz de quebrar os muros existentes entre os homens. Numa comunidade cristã não se pode ter qualquer tipo de diferenciação uma vez que todos são iguais diante de Deus em Cristo.

O batismo no Corpo – esse é um dos batismos mais urgentes que a igreja de Jesus precisa passar por esses dias. A unidade da igreja não virá pela conformidade doutrinária e nem por seguir uma única visão, mas por um batismo sobrenatural e nós precisamos começar a orar por isso! A unidade passa por um lugar: O Calvário! E só pode ser trazida por uma única pessoa: O Espírito Santo!

6°. Batismo de cura e libertação
Ezequiel 47 8-12
Esse batismo arrancará das nossas vidas todo argumento que Satanás têm sobre nós para não frutificarmos. Chega de uma multidão que senta nos bancos da igreja, mas vive escrava da mágoa, do complexo, da culpa, etc. Quando mergulhamos nas águas purificadoras do Espírito, Ele sarará as nossas feridas e nos fará experimentar a herança dos filhos de Deus.
Não podemos nos acostumar as nossas feridas, devemos entrar nas águas de cura e receber libertação!

7°. Batismo de Santidade
“Disse João a todos: Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível” (Lucas 3:16,17).

O Espírito Santo trará sobre a igreja um nível de santidade acima de qualquer padrão que estamos acostumados. Somente teremos autoridade para confrontar o pecado e o mundo de hoje com o batismo de santidade. O batismo de santidade não é fruto de justiça própria, mas um gemer do Espírito em nosso espírito para sermos à imagem e semelhança de Cristo. Ele despertará um desespero em nosso ser por sermos como Cristo.
O batismo de santidade é um clamor pela cruz! Nos levará a um lugar de morte e de dor, mas a um lugar de vitória e de autoridade!

“Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será
restaurada, e ficarás limpo” (2 Reis 5:10).

Naamã foi ao rio Jordão, mergulhou sete vezes e ficou completamente curado!
O Batismo (simbólico) de Naamã é realizado por muitas igrejas, e para os Cristãos ele
representa uma confirmação do Batismo do Arrependimento e também uma oportunidade
de reafirmar a fé em Cristo.
Quem vai a Israel, tem a oportunidade de ser batizado nas águas do Rio Jordão, e esse
ano, a Pra. Andreia Guilmet, batizou várias pessoas que carinhosamente pediram e quiseram ser batizadas por ela. Confira algumas fotos do batismo simbólico de Naamã no Rio
Jordão.